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Brás de Pina – Tudo que poderia ter sido e ainda não foi
AUTORIA: Alex Ferreira Magalhães; Lucas Ribeiro Botti; Mariana Camillo Sant’Ana; Mariana de Souza Santos; Mayara Souza de Oliveira; Thais Pontes da Silva; Valeria Ena
ANO: 2025
A favela de Brás de Pina, localizada na zona norte da cidade do Rio Janeiro, tem uma longa e marcante história. Não por ter sido alvo de remoção do governo de Carlos Lacerda em 64, mas sim por resistir, em um período autoritário, e ser uma das primeiras comunidades a reivindicar por urbanização como alternativa às ameaças de remoção. A luta da população pela permanência se estende até o governo Negrão de Lima, e é marcada pela presença de três atores sociais que tensionaram lutas importantes: uma associação de moradores forte e coesa, a Igreja Católica e o Estado (sob a figura da CODESCO).
Esse mini documentário busca, através da história pessoal de João e Nira, contar (ou desmitificar) o que foi a urbanização de Brás de Pinas e dar luz a história de personagens importantes como, por exemplo, Padre Artola. O que quase sempre nos é contado, é que as intervenções tiveram saldos positivos: os moradores, em maior parte, permaneceram no local e além disso tiveram sua comunidade urbanizada. Mas, a versão de João, é que as ações estatais, além de terem sido responsáveis pela desmobilização da Associação de Moradores, frustraram também o sonho da comunidade da implantação de um plano popular com uma proposta de “urbanização humanizada”. A militância de João pela comunidade começou muito cedo, com 11 anos de idade, ao lado de seu pai e por isso seu depoimento é carregado de sentimentos e lembranças. Seus questionamentos trazem à tona uma pergunta: o que Brás de Pina foi, poderia ter sido ou ainda não foi?






